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Alunos dos 7ºs anos do Colégio Estrela Sírius tornam-se novos desbravadores no Roteiro dos Bandeirantes!

       No dia 26 de maio de 2026, os alunos dos 7ºs Anos A e B  do Ensino Fundamental II do Colégio Estrela Sírius experimentaram uma  aventura inédita e muito especial, e se tornaram novos desbravadores  pisando nas mesmas terras por onde passaram os BANDEIRANTES (como, por exemplo, Bartolomeu Bueno da Silva – o Anhanguera e Fernão Dias Paes Leme -o Caçador de Esmeraldas, Raposo Tavares, etc.), homens que , com bravura e determinação, abriram os caminhos para as riquezas e o progresso de São Paulo – saindo da capital e percorrendo 180 quilômetros pelo interior, passando por Santana do Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama, Cabreúva, Itu, Salto e Porto Feliz: o ROTEIRO DOS BANDEIRANTES.

     Essas expedições feitas pelos bandeirantes paulistas começaram já em 1554 por ocasião da fundação da cidade de São Paulo de Piratininga, de onde normalmente saíam rumo a locais onde pudessem ser encontradas riquezas minerais (ouro, prata, pedras preciosas), novas terras e escravos. Predominaram entre os séculos XVI e XVIII no Brasil Colonial, portanto. (veja mais em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-era-uma-expedicao-dos-bandeirantes/).

     Algumas expedições bandeirantes também saíam do Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, no bairro da Freguesia do Ó, onde vivia o seu fundador, o bandeirante Manuel Preto.

     A princípio, essas viagens eram chamadas de entradas e contavam com financiamento e apoio do governo colonial. Já as bandeiras eram empreendimentos particulares, financiados por fazendeiros ou comerciantes que lucravam com os resultados das expedições que patrocinavam.   

     Os alunos dos 7ºs anos, que estudaram em sala sobre as Entradas e Bandeiras, sobre o Ciclo do Ouro no Brasil Colonial, ao realizarem a atividade de viagem pelo Roteiro dos Bandeirantes, aprenderam “in loco” tudo que se refere a elas, aprimorando o aprendizado anterior. Nada como aprender onde e como os fatos aconteceram!

     Os novos bandeirantes dos 7ºs anos foram acompanhados pelos professores César, docente de História, e Silze, docente de Informática. Durante todo o percurso, as turmas também foram acompanhadas por dois guias especialistas, responsáveis pela mediação histórica e cultural dos espaços visitados. Conforme relato do Prof. César, “Ao longo do percurso, os estudantes visitaram espaços de grande relevância histórica, como a Casa de Anhanguera, em Santana de Parnaíba, o Museu Republicano “Convenção de Itu”, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, em Itu, além de pontos culturais e paisagísticos da cidade de Salto, como o Complexo Turístico da Cachoeira Salto e o Mirante da Ponte Estaiada.  A atividade permitiu que os alunos entrassem em contato direto com lugares, construções, objetos, paisagens e narrativas históricas estudadas em sala de aula. A experiência ampliou a aprendizagem ao transformar o conteúdo histórico em observação concreta, favorecendo a construção de relações entre passado e presente, memória e patrimônio, território e sociedade. A presença dos guias especialistas contribuiu para enriquecer o percurso, oferecendo explicações contextualizadas sobre os espaços visitados e ajudando os alunos a compreenderem a importância histórica, cultural e social de cada local. O acompanhamento dos professores possibilitou a articulação entre os conteúdos curriculares e as vivências realizadas durante a saída pedagógica. O resultado foi uma experiência formativa significativa, com participação ativa dos estudantes, ampliação do repertório cultural e fortalecimento da percepção sobre a História como algo presente nos espaços urbanos, nos monumentos, nas paisagens e nas memórias preservadas pelas cidades. A atividade também contribuiu para o desenvolvimento da convivência, da escuta, da observação crítica e do respeito ao patrimônio histórico”, concluiu o Prof. César.

      De São Paulo (capital) até Porto Feliz, as expedições eram feitas por terra e a cidade passou a ter esse nome por causa de um porto que há no Parque das Monções que permite a continuidade da viagem por rio (Rio Anhemby ou Tietê), o que encurta distâncias do grupo em relação à localização das riquezas. Veja, na galeria de imagens, a tela Partida da Monção, de Almeida Jr, retratando a partida de bandeirantes em viagens fluviais exatamente naquele local em Porto Feliz. Essa felicidade, atualmente, é atribuída à cordialidade com que seus habitantes recebem os visitantes. O Parque e o Museu das Monções, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes (réplica da original que existe na França), o Paredão Salitroso, são alguns dos muitos atrativos de Porto Feliz.

     Belas localidades, História de São Paulo e do Brasil aprendidas de maneira eficaz e prazerosa, interação entre alunos, professores e monitores e uma experiência inesquecível são alguns elementos positivos da atividade que em muito contribuirão na formação dos alunos. Parabéns à Coordenação do Ensino Fundamental II, Professora Vera Coelho, e a todos os participantes desta importante e especial atividade extraescolar.

         Parabéns a todos os participantes!

 

 

 

A COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA GERAL

Profa. Rosa Beloto

 

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